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Essa vai ser só uma rapidinha. A Royal Society publicou um relatório indicando o rápido crescimento na produção científica de nações emergentes, principalmente a China, com o Brasil incluso. Só para terem uma ideia, a cidade de São Paulo subiu da 38ª para a 17ª cidade com mais publicações científicas no mundo, e com essa intensa busca por pesquisadores o quadro é ainda mais otimista.
Os principais motivos são também o que estão fazendo pesquisadores como Sergio Borger e Claudio Pinhanez regressarem à pátria: grandes eventos, mais notadamente a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, e também eventos não planejados, na área de modelagem de sistemas naturais. É realmente um grande boom que será lembrado no futuro.
Hoje em dia no Brasil se você diz que pretende trabalhar com pesquisas, o cidadão logo conclui que você automaticamente pretende ser professor. Até quem não tem a mínima ideia de como está o Brasil no plano científico sabe que é muito difícil fazer pesquisa fora de um centro acadêmico, o que limita muito as perspectivas de quem quer fazer doutorado, mas não necessariamente lecionar.
Recentemente inclusive vi um pessoal perguntando se era possível trabalhar e fazer mestrado ao mesmo tempo, já que mercado de trabalho e ciência são separados por uma barreira invisível aos olhos da maioria. A verdade é que um bom pesquisador não deve ficar só no meio acadêmico e se isolar do "mundo real"; muito pelo contrário, vários pesquisadores excelentes no exterior trabalham em indústrias.
É o que acontece no exterior e que várias empresas estão tentando implementar no país agora, como vocês podem verificar nas fontes. Quem sabe isso não abra espaço a uma cultura científica no futuro próximo?
Fontes:
- Entrevista com Sergio Borger
- Entrevista com Claudio Pinhanez
- Brasil atrai superlaboratórios
- Relatório da Royal Society


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